"Quero dizer o que eu penso e sinto hoje, com a condição de que talvez amanhã eu vá contradizer tudo." (Ralph Waldo Emerson).
OBS: Se tivesse que postar um texto a cada ideia superada exposta nas postagens anteriores, passaria a fazer textos sobre textos numa sequência sem fim.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O que é Filosofia Clínica?


Miguel Angelo Caruzo

A Filosofia Clínica foi criada pelo médico gaúcho, Lucio Packter que, insatisfeito com algumas abordagens terapêuticas, na década de 80,  pôs-se a viajar pelo mundo em busca de novos métodos para conhecer e cuidar o ser humano em sua integralidade. Mesmo conhecendo a filosofia de aconselhamento na Europa e a filosofia prática, nos EUA, iniciou suas próprias pesquisas, resultando no que chamou de Filosofia Clínica.

terça-feira, 30 de abril de 2013

O que faz da Filosofia Clínica, filosofia?


Miguel Angelo Caruzo

            Em diversos lugares é possível ler a seguinte afirmação: “A Filosofia Clínica é a filosofia acadêmica aplicada à clínica” ou “Filosofia Clínica é filosofia porque é baseada em 2500 anos de filosofia” ou “A Filosofia Clínica tem seu fundamento no pensamento dos filósofos, só que adaptados à clínica”, só para citar alguns.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pressão



Miguel Angelo Caruzo

Esses dias, ouvindo alguns estudantes de medicina, aprendi que o corpo que apresenta problemas de pressão arterial alta, num primeiro momento deve esperar ver se o próprio organismo se regula sem intervenção farmacológica.

domingo, 28 de abril de 2013

Autogenia


Miguel Angelo Caruzo

Nada melhor que a mudança de lugar para contribuição de um processo autogênico. Entenda-se “autogenia” como mudança de “Estrutura de Pensamento” e relação entre os tópicos desta. Quando mudamos de lugar, os hábitos têm a possibilidade de mudar. A visão de mundo tende modificar. “O que acha de si mesmo” começa a se reformular. Mas, este é o caso de alguém que está disposto a mudar e suas condições da Estrutura de Pensamento contribuem para tal acontecimento.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Recomendo a leitura



Caros leitores do Alétheia, 

Até hoje não havia postado neste blog qualquer texto que não fosse de minha autoria. Mas, este em especial, escrito por Rubem Alves, foi daqueles textos que eu gostaria de ter escrito. Uma vez que se trata de um texto que me disse muita coisa, resolvi compartilhar. Primeiro o li numa postagem do Facebook, pesquisei e encontrei um blog que citou a fonte. Segue após o texto o blog no qual o encontrei. Boa Leitura!
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Saúde Mental


“Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei.


Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia.Eu me explico.Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos.Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

2.2 Anaximandro de Mileto

Miguel Angelo Caruzo

Anaximandro (610-547 a.C.) de Mileto, assim como seu antecessor Tales, foi matemático e astrônomo. Como aconteceu com os demais pré-socráticos, quase nada se tem por escrito do que esse filósofo produziu, restando, quando muito, comentários que nos remete a um pouco do que pensou.

terça-feira, 9 de abril de 2013

2.1 Tales de Mileto


Miguel Angelo Caruzo

O primeiro filósofo do Ocidente, considerado pai da filosofia grego-ocidental, foi Tales. Nasceu por volta de 624 a. C. em Mileto, foi matemático e astrônomo. Conta-se que morreu caindo numa cisterna, em 562 a. C., enquanto caminhava distraído observando os astros.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

2. Os filósofos pré-socráticos


Miguel Angelo Caruzo

Basicamente a designação de pré-socráticos diz respeito a filósofos anteriores, e até contemporâneos, a Sócrates (470-399 a.C.). Isto porque este filósofo foi marcante na filosofia Grega. Ele era influente pelas suas ideias e modo de expô-las, apresentava uma nova problemática, basicamente marcada por questões ético-políticas, humanas e sociais.

sábado, 6 de abril de 2013

1.2 A religião grega e a filosofia

Miguel Angelo Caruzo

A religião grega possuía certa convergência com o mito, de modo a, em determinado ponto, haver certa unidade. Há quem postule (como o positivismo do fim do século XIX) uma “evolução” no qual haveria o estágio religioso, no qual se enquadra o mitológico, o filosófico e o ápice no científico. Entretanto, diversos discursos hoje, das várias áreas do saber humano, se vale de afirmações mitológicas, mesmo veladas, para desenvolver seus discursos.